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Festival de Cinema de Xangai abre inscrições e fortalece parceria audiovisual entre Brasil e China

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Lollapalooza Brasil 2026 reúne mais de 300 mil pessoas em três dias de festival em Interlagos

O Lollapalooza Brasil 2026 encerrou sua edição nos dias 20, 21 e 22 de março no Autódromo José Carlos Pace, em Interlagos, São Paulo, consolidando-se como um dos maiores festivais de música da América Latina. Com cinco palcos simultâneos e uma programação que se estendeu por mais de 12 horas diárias, o evento reuniu um público estimado em mais de 300 mil pessoas ao longo dos três dias. A edição deste ano trouxe um lineup que equilibrou estrelas internacionais do pop e do rock alternativo com artistas em ascensão meteórica nas plataformas digitais. Entre os headliners, Tyler, The Creator comandou a noite de sexta-feira com um show que mesclou performance visual elaborada com repertório que percorreu toda sua discografia. Sabrina Carpenter levou o público à loucura no sábado com uma apresentação cheia de energia e coreografias que viralizaram nas redes sociais antes mesmo do final do show. Chappell Roan, uma das artistas mais comentadas da música pop mundial no último ano, fez sua estreia em festivais brasileiros com um espetáculo teatral que incluiu cenografia elaborada, figurinos extravagantes e uma interação intensa com o público. Lorde retornou ao Brasil após quatro anos de ausência e entregou um set intimista e emocionante, com destaque para versões acústicas de seus maiores sucessos. Deftones e Turnstile representaram o peso e a energia do rock e do hardcore, atraindo rodas de pogo que tomaram conta da área frontal do palco principal. Skrillex trouxe sua produção eletrônica avassaladora para a noite de encerramento, enquanto Lewis Capaldi emocionou com baladas que arrancaram coros de dezenas de milhares de vozes. Doechii, revelação do hip-hop americano, conquistou o público brasileiro com uma performance carismática que misturou rap agressivo com momentos de vulnerabilidade artística. O festival também contou com apresentações de Cypress Hill, Interpol, Katseye, Lola Young, DJO e Ben Böhmer, entre dezenas de outros artistas. A estrutura do evento recebeu elogios pela organização e pela diversidade de experiências oferecidas além da música. Áreas gastronômicas com curadoria de chefs renomados, espaços de arte interativa e ativações de marcas transformaram o Autódromo de Interlagos em uma verdadeira cidade temporária dedicada ao entretenimento. O impacto econômico do festival na cidade de São Paulo é estimado em mais de R$ 500 milhões, considerando hospedagem, alimentação, transporte e comércio local. A Secretaria Municipal de Turismo reportou taxa de ocupação hoteleira superior a 90% na região sul da capital durante o período do evento. Voos com destino a São Paulo registraram aumento de 35% na demanda durante a semana do festival, segundo dados de companhias aéreas.

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Cinema brasileiro atinge prestígio inédito com indicações ao Oscar e recorde de financiamento público

O cinema brasileiro vive um momento histórico de reconhecimento internacional, impulsionado por conquistas consecutivas nas maiores premiações do mundo e por um volume recorde de investimento público no setor audiovisual. O filme "Ainda Estou Aqui", dirigido por Walter Salles e estrelado por Fernanda Torres, conquistou o Oscar de Melhor Filme Internacional no ano passado, atraindo 5,8 milhões de espectadores nas salas brasileiras. Agora, "O Agente Secreto", de Kleber Mendonça Filho, com Wagner Moura no papel principal, acumula quatro indicações ao Oscar e já vendeu 2,5 milhões de ingressos no circuito nacional. Os números do financiamento confirmam a pujança do setor. Em 2025, o setor audiovisual recebeu R$ 1,41 bilhão em recursos públicos desembolsados — o maior volume da série histórica e um aumento de 29% em relação a 2024. O Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) investiu diretamente R$ 564 milhões, apoiando 1.556 projetos ativos. O país produziu 3.981 obras audiovisuais não publicitárias no período, também um recorde absoluto. Apesar do crescimento na produção, a distribuição permanece como um desafio estrutural do setor. Das 203 produções brasileiras lançadas comercialmente em 2025, apenas sete concentraram 73% da audiência total, enquanto 111 filmes atraíram menos de mil espectadores cada. O consultor de mercado Rodrigo Saturnino Braga observa que "os recursos investidos na produção carecem de investimento proporcional na comercialização e no lançamento", apontando uma assimetria que limita o alcance das obras junto ao público. Para ampliar a visibilidade do cinema nacional nas salas comerciais, o governo implementou cotas de tela obrigatórias por meio da Lei 14.815/2024, com vigência estendida até 2033. Em dezembro de 2025, foram regulamentadas novas regras que determinam que todos os cinemas comerciais do país reservem um número mínimo de sessões ou dias de exibição exclusivos para filmes brasileiros, com variações de acordo com o tamanho do complexo exibidor. A distribuidora Silvia Cruz enfatiza que o engajamento espontâneo do público transformou "O Agente Secreto" em um fenômeno cultural que transcende o entretenimento, demonstrando o impacto econômico e identitário que o cinema pode exercer quando alcança conexão genuína com a audiência. A presença brasileira nos festivais internacionais também se fortaleceu: o Brasil foi o País de Honra no Marché du Film de Cannes em 2025 e participa ativamente de iniciativas cinematográficas do BRICS e de programas audiovisuais da CPLP. A internacionalização do cinema brasileiro ganha novos capítulos com a abertura de inscrições para o 28º Festival Internacional de Cinema de Xangai, que acontecerá entre 12 e 21 de junho de 2026. O festival, que combina exibições com atividades de mercado, já recebeu produções brasileiras como "Pacarrete", "Pelé", "Saudade Fez Morada Aqui Dentro" e "Retratos Fantasmas" em edições anteriores. Memorandos assinados entre Brasil e China em 2024 fortalecem as relações cinematográficas bilaterais, com foco em coproduções, promoção da diversidade cultural e intercâmbio profissional.