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Google lança estratégia para acelerar startups de inteligência artificial no Brasil com reabertura do Campus SP

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PicPay mira avaliação de US$ 2,46 bilhões em IPO na Nasdaq e marca retorno do Brasil ao mercado de ações americano

A fintech brasileira PicPay está se preparando para abrir capital na bolsa Nasdaq dos Estados Unidos, buscando uma avaliação de US$ 2,46 bilhões e planejando levantar aproximadamente US$ 434 milhões na operação. A empresa pretende ofertar cerca de 22,9 milhões de ações com preço entre US$ 16 e US$ 19 cada, no que representará o primeiro grande IPO de uma empresa de tecnologia brasileira em aproximadamente quatro anos, desde a listagem histórica do Nubank em 2021. Fundada em 2012, a PicPay evoluiu de uma plataforma de pagamentos peer-to-peer para um serviço completo de banco digital. A plataforma oferece atualmente cartões de crédito, produtos de seguros e funcionalidade de compre agora e pague depois, atendendo a 42 milhões de usuários ativos conforme dados de setembro de 2024 — o que a posiciona como uma das maiores plataformas de finanças digitais do Brasil, atrás apenas do Nubank em número de clientes. A PicPay é controlada pela J&F Investimentos, holding dos bilionários Wesley e Joesley Batista, que construíram a gigante do setor de proteínas JBS como uma corporação global. A Bicycle Capital, firma de growth equity focada em América Latina, ancora a oferta com um investimento planejado de US$ 75 milhões. O Citigroup, o Bank of America Securities e o RBC Capital Markets lideram a operação como coordenadores globais conjuntos, com as ações previstas para serem negociadas sob o ticker "PICS" na Nasdaq. A operação sinaliza o retorno do interesse dos investidores internacionais pelo ecossistema fintech da América Latina, após um período de retração que se seguiu ao boom de IPOs de 2021. Simultaneamente à PicPay, o banco digital brasileiro Agibank também protocolou pedido de listagem em Nova York, indicando que o mercado americano voltou a ser atrativo para empresas financeiras brasileiras. O ecossistema fintech do Brasil conta atualmente com mais de 900 startups operando em quase 40 segmentos diferentes. Bancos digitais como o Inter, com mais de 30 milhões de clientes, o C6 Bank, que tem o JPMorgan como acionista com 46% de participação, e o Neon, focado em segmentos de menor renda, completam o panorama de um setor que movimenta bilhões de reais anualmente e que tem no Pix — com R$ 35,36 trilhões em transações em 2025 — sua principal infraestrutura de pagamentos. Analistas do mercado financeiro avaliam que o IPO da PicPay funcionará como um termômetro para o apetite dos investidores americanos por ativos de tecnologia brasileiros. Se bem-sucedida, a operação pode abrir caminho para outras fintechs e startups de tecnologia do país acessarem o mercado de capitais dos Estados Unidos nos próximos meses.

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Executivos de Amazon e Google declaram que inteligência artificial é questão de sobrevivência empresarial no Brasil

Os principais executivos da Amazon Web Services e do Google no Brasil emitiram um alerta contundente durante o BTG Summit 2026: a adoção de inteligência artificial deixou de ser uma opção estratégica e se tornou uma condição de sobrevivência para empresas de todos os portes e setores. As declarações reforçam o papel central que a IA está assumindo na transformação do mercado brasileiro, que já figura entre os três maiores do mundo em adoção dessa tecnologia. Cleber Morais, CEO da Amazon Web Services Brasil, foi enfático ao afirmar que "a inteligência artificial e os agentes vieram para ficar. É uma necessidade para todas as empresas." Segundo o executivo, a tecnologia já está reformulando estruturas organizacionais internas, modelos de negócio e formas de geração de receita em empresas de diversos segmentos. Morais citou exemplos concretos de processos empresariais que antes demandavam horas e agora são concluídos em minutos por meio de automação inteligente, resultando em ganhos expressivos de produtividade, eficiência operacional e redução de custos. De acordo com levantamento recente da própria AWS, cerca de 9 milhões de empresas no Brasil já utilizam inteligência artificial de forma sistemática em suas operações — um crescimento de 29% em apenas um ano. O dado evidencia a velocidade com que a tecnologia está se disseminando pelo tecido empresarial brasileiro, desde grandes corporações até pequenas e médias empresas que encontram na IA uma ferramenta para competir em condições mais equilibradas com players maiores. Fábio Coelho, presidente do Google Brasil, atribuiu a aceleração da adoção tecnológica no país a três características comportamentais dos brasileiros: a curiosidade natural pela tecnologia, a necessidade de conectividade como exercício de cidadania e a busca constante por soluções mais eficientes e economicamente acessíveis. "O Brasil frequentemente aparece entre os cinco maiores adotantes de novas tecnologias no mundo, especialmente em inteligência artificial", destacou Coelho, acrescentando que o fenômeno reflete "uma enorme vontade de dar certo" que caracteriza o empreendedorismo nacional. Os executivos destacaram que o Brasil deixou de ser meramente um importador de inovação tecnológica. Startups brasileiras como QuintoAndar e iFood, construídas sobre infraestrutura de computação em nuvem, tornaram-se referências globais em seus respectivos segmentos. Morais enfatizou que o Pix — sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central que processou R$ 35,36 trilhões em transferências em 2025, crescimento de 33,6% em relação ao ano anterior, totalizando 79,8 bilhões de operações — representa uma referência internacional de infraestrutura digital observada e estudada por outros países. Nos últimos dez anos, o número de startups focadas em inteligência artificial no Brasil triplicou, segundo dados do ecossistema Google. As plataformas nativas em IA, que permitem criar aplicações inteiras por meio de prompts em linguagem natural, vêm sendo rapidamente adotadas tanto por startups quanto por grandes corporações. O Google mantém centros de engenharia no Brasil onde profissionais brasileiros conquistam reconhecimento internacional pela formação técnica e capacidade de adaptação. O cenário de investimentos acompanha a tendência de crescimento. O venture capital brasileiro encerrou 2025 com mais de US$ 2 bilhões investidos, superando mil transações, com o capital se direcionando seletivamente para startups com receita recorrente, unit economics sólidos e governança madura. Fintechs e empresas de IA lideram as rodadas de captação, sinalizando que o mercado brasileiro está entrando em uma nova fase de maturidade tecnológica.

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