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Corrida presidencial de 2026 se acirra com Flávio Bolsonaro empatado tecnicamente com Lula nas pesquisas

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Brasil revoga visto de assessor de Trump que planejava visitar Bolsonaro na prisão

O governo brasileiro revogou o visto de Darren Beattie, assessor de extrema-direita do presidente dos Estados Unidos Donald Trump, após ele tentar organizar uma visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente preso no complexo penitenciário da Papuda, em Brasília. A decisão, anunciada na sexta-feira, evidencia as tensões diplomáticas persistentes entre os dois países, mesmo em um momento de relativo aquecimento nas relações bilaterais. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou a revogação durante um evento público no Rio de Janeiro, estabelecendo uma equivalência direta com ações anteriores do governo americano. "Aquele americano que disse que viria aqui visitar o Jair Bolsonaro foi proibido de visitar", declarou Lula, referindo-se à decisão como uma resposta recíproca à revogação de vistos de autoridades brasileiras em Washington, incluindo o do ministro da Saúde Alexandre Padilha. O presidente brasileiro afirmou que a entrada de Beattie permaneceria vetada até que os Estados Unidos restabelecessem o visto de Padilha. Autoridades brasileiras informaram às agências de notícias, incluindo a AFP, que Beattie havia apresentado informações falsas sobre o propósito de sua viagem na solicitação de visto, o que constituiria motivação adicional para a revogação. A equipe jurídica de Bolsonaro já havia peticionado ao Supremo Tribunal Federal na mesma semana solicitando autorização para a visita de Beattie, mas o pedido foi rejeitado pelo tribunal na quinta-feira. O episódio se insere em um contexto mais amplo de fricções entre Brasília e Washington. Em agosto do ano passado, Trump impôs tarifas elevadas sobre produtos brasileiros — entre as mais altas aplicadas globalmente — em protesto contra o processo judicial e a condenação de Bolsonaro, seu aliado político. Após encontros diplomáticos realizados em setembro e outubro, as relações entre os dois governos mostraram sinais de distensão, e em novembro Trump modificou o escopo tarifário sobre determinados produtos brasileiros. Beattie, que tem sido um crítico vocal do governo Lula, carrega um histórico controverso: durante o primeiro mandato de Trump, ele foi demitido após revelações de que havia participado de uma conferência de nacionalistas brancos. O caso ganha dimensões ainda mais complexas no atual cenário político brasileiro, com as eleições presidenciais de outubro se aproximando e Flávio Bolsonaro, filho mais velho do ex-presidente, aparecendo como principal candidato da oposição nas pesquisas eleitorais. A diplomacia entre Brasil e Estados Unidos segue em um equilíbrio delicado, onde gestos de aproximação coexistem com demonstrações de firmeza em questões de soberania e reciprocidade institucional.

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Bolsonaro permanece internado na UTI com broncopneumonia bilateral e sem previsão de alta

O ex-presidente Jair Bolsonaro continua hospitalizado na unidade de terapia intensiva do Hospital DF Star, em Brasília, onde foi admitido no dia 13 de março após apresentar um quadro grave de broncopneumonia bacteriana bilateral, de provável origem aspirativa. Bolsonaro deu entrada na unidade hospitalar privada socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) após manifestar febre alta, queda significativa da saturação de oxigênio, sudorese intensa e calafrios. O ex-presidente, que cumpre pena de 27 anos e 3 meses no complexo penitenciário da Papuda por condenação relacionada à tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022, foi transferido da unidade prisional diretamente para o hospital. Exames de imagem e análises laboratoriais realizados na admissão confirmaram o diagnóstico de broncopneumonia bacteriana afetando ambos os pulmões. Segundo os boletins médicos assinados pelo cardiologista Brasil Caiado, pelo coordenador-geral da UTI Antônio Aurélio de Paiva Fagundes Júnior e pelo diretor-geral hospitalar Allisson B. Barcelos Borges, o tratamento inclui antibioticoterapia endovenosa, suporte clínico intensivo, fisioterapia respiratória e motora. Ao longo dos dias seguintes, os comunicados médicos indicaram melhora clínica e laboratorial progressiva, porém Bolsonaro segue na UTI sem previsão de alta. O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes autorizou a presença da esposa Michelle Bolsonaro como acompanhante hospitalar, além de visitas dos filhos Jair Renan, Flávio, Carlos, Laura e da enteada Letícia. A segurança no hospital é mantida por esquema policial permanente, com dois agentes posicionados na porta do quarto e equipes adicionais nos acessos internos e externos da unidade. Equipamentos eletrônicos como computadores e celulares seguem proibidos, com exceção dos aparelhos médicos. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho mais velho do ex-presidente, foi o primeiro a comunicar a internação por meio das redes sociais. Após visitar o pai no hospital, Flávio declarou que "os médicos disseram que essa foi a pior internação dele aqui no que diz respeito à quantidade de líquido nos pulmões". O senador também fez apelos pela concessão de prisão domiciliar por motivos humanitários, argumentando que as condições da unidade prisional dificultam os cuidados médicos adequados ao ex-presidente, que já possui histórico de complicações de saúde decorrentes do atentado a faca sofrido em 2018.